Mostrando postagens com marcador Meditações Diárias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meditações Diárias. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de abril de 2009

As bençãos de Deus para Seus filhos


Eu separei alguns versos do Salmo 103 para reflexão.


1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo que há em mim bendiga ao seu santo nome.
2 Bendize ó, minha alma ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.
3 Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades;
4 quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia;
5 quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.
10 Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui conforme as nossas iniqüidades,
13 Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem
14 Pois Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.
17 Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos,
18 para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.


Imagine só. Imagine se você tivesse a oportunidade de planejar toda a sua vida durante um ano. Não só eventos. Exatamente todas as suas atividades. Hora por hora. Uma espécie de agenda super detalhada. Imagine se todas as pessoas pudessem fazer isso e cumprir os seus objetivos. Bem, isso causaria uma reviravolta gigantesca. Com certeza você já ouviu alguém dizer que gostaria que o dia tivesse 48 horas ao invés de 24 pra ter a oportunidade de fazer tudo. A gente sabe que na realidade seria a mesma coisa. A tendência do ser humano é de quanto mais tempo ele tem, mais ele desperdiça. “Não deixe pra amanhã o que você pode fazer depois de amanhã” se aproxima muito mais do nosso cotidiano.

Bom, planejar um ano todo assim é meio complicado. Mas Deus planejou não só um ano, mas toda a nossa vida. Evidentemente que mesmo assim, nós temos a oportunidade de fazer escolhas, ou seja, se seguiremos esta “agenda” ou não. Porém, Ele conhece nosso coração, as nossas iniqüidades, sara as nossas enfermidades e renova as nossas forças de modo semelhante como as da águia, que é soberana na amplidão do céu. Deus sabe das bênçãos que você precisa, do momento exato em que você mais precisa e daquelas que você quer, mas não se encaixam na sua vida, mas Ele te sustenta com a destra fiel. Mesmo sabendo que não somos nada, ou “como o pó”, diz o salmista, Deus faz de você um "troféu nas mãos dEle".

Mas dentre tudo isso, sabe qual o maior plano de Deus pra vida de Seus filhos? É que nós sejamos livres. Como? Fazendo a Sua vontade. Mas, peraí... como eu posso ser livre me submetendo a Deus? Como eu posso ter liberdade plena guardando mandamentos, seguindo preceitos, “preso” a convicções religiosas, dogmas ou coisa assim? Deus sabe o que é melhor pra nós. Deus quer curar a doença mais violenta e repulsiva da história do mundo: o pecado. Às vezes confundimos a liberdade plena que Deus quer dar a nós com a libertinagem que o mundo tenta introduzir sutil ou fortemente em nossa vida. E como diz uma música, “livre é o homem que está sob a verdade do céu”.

Você já parou pra pensar sobre o que o Senhor tem feito na sua vida? Já parou pra pensar como você era a algum tempo atrás? Qual eram os seus maiores desafios e como Deus a tem ajudado a vencê-los um a um? Os seus maiores medos e incertezas, de repente, de adaptação, de mudança, que tem diminuído e dado lugar a segurança em um Deus que muda o mundo de lugar se for preciso, pois te ama incondicionalmente?

Através de pequenos detalhes, podemos enxergar uma gota do amor, da graça e da misericórdia de Deus para conosco. Ele quer nos conduzir, nos moldar, trazer a paz verdadeira mesmo em meio a essa turbulência devastadora em que a terra tem se tornado. O nosso Pai se revela de inúmeras formas em nossa vida. Através da Sua palavra, da oração fervorosa, de situações aparentemente comuns da vida, de conselhos sábios de pessoas experientes, de amigos do trabalho, da faculdade, que nos animam no dia-a-dia que Ele coloca em nosso caminho. Alguém me disse uma vez que é como se Deus colocasse anjos, em forma humana para nos ajudar a suportar com alegria os mais diversos problemas com quem defrontamos e a nos conduzir na jornada rumo a vida eterna.

Sempre temos pontos a melhorar, isso é bem verdade. Mas faz parte da nossa trajetória aqui.
Que Deus continue nos moldando, transformando as coisas ruins em grandiosas bênçãos e milagres. Que o propósito de missão também esteja incultido nas nossas veias e que o objetivo e conclusão de todo esse caminho possa ser o lar eterno. E se em algum momento, tudo parecer ter caído por terra, as coisas não fizerem mais tanto sentido assim, lembremos das palavras do maior psicólogo, professor, administrador de todos os tempos: “No mundo você passará por aflições, mas EU VENCI O MUNDO” por você, pois eu te amei desde antes de você nascer".

Que Deus nos abençõe!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O Natal e sua profunda essência

Na última segunda-feira, 22, tive a oportunidade de estar no centro de SP, mais precisamente na rua Santa Ifigênia. Não permaneci muito tempo. Um caos. Milhares de pessoas deixaram para comprar suas bugigangas na última hora. Esbarrões e empurrões eram bem freqüentes. E hoje cedo, em uma das reportagens do jornal matutino da Globo, foi mostrada a aglomeração de pessoas em um shopping da zona oeste do estado, em plena madrugada.

No dia 23, um amigo que não falava a um bom tempo, me mandou um de seus artigos para eu ler e dizer o que achava. O artigo falava justamente sobre Natal. Intitulado “Natal x Jesus Cristo” .

O que ele não sabia é que eu precisava exatamente de algo sobre o assunto, pois iria fazer o sermão da véspera natalina na igreja.


O artigo é iniciado abordando o crescimento do consumismo, em datas comemorativas, principalmente no Natal, onde o significado verdadeiro é simplesmente lançado ao vento. O próprio Jesus fugia destas coisas. Ele não tinha nada. Bens, riquezas, prestígio, formação acadêmica, entretanto, o mestre dos mestres, por si só, era tudo. Aliás, sempre será. O texto segue enfatizando inúmeras características de Jesus.

Natal? Muitos o amam. Outros odeiam. Presentes, amigos, viagem, família e comida. Mas onde fica Jesus. A grande questão não é o que se faz no natal, mas o que essa data representa. O que Jesus significa em sua vida? Me baseando no texto do meu amigo Sérgio Ribeiro, resolvi fazer uma breve análise, incluída no meu sermão.

O natal não é somente uma data comemorativa. O natal é muitos mais do que presentes, festas e alegria. Pra começar o natal não é somente 25 de dezembro. Ele começa lá atrás. Lá no Éden. Isso mesmo. Quando Adão e Eva pecam. Transgridem a lei e são condenados a morte. Mas então o filho de Deus, preocupado com o homem, ultrapassa os limites da condenação (pois Ele pode todas as coisas), vai até o Pai e juntos, criam o Plano da Redenção. Jesus se tornaria humano, se ofereceria em sacrifício e carregaria todos os pecados do mundo para resgatar seus filhos. O preço do pecado era a morte. Para o homem não morrer, Ele tomaria “sobre si as nossas enfermidades e dores” (Isaías 53:4).

No livro História da Redenção, na página 43, Ellen White conta que Jesus se tornaria humano também para se “familiarizar pela sua própria experiência com várias tentações que o homem sofre, para saber como socorrer os que fossem tentados”.

Já era um sacrifício enorme deixar a Sua glória e humilhar-se, sofrendo todo o tipo de recriminação. Porém, ainda tinha mais. A morte. O ápice de seu ministério. Não deveríamos falar de Jesus sem ao menos citar seu sacrifício. E isso também faz parte do natal. Jesus nasceu para morrer e ressuscitar por seus preciosos filhos.

Infelizmente, hoje, às vezes precisamos ver imagens traumáticas de Jesus sofrendo os açoites, sendo cuspido, carregando a velha e pesada cruz para nos emocionarmos. Mas isso, por si só, não transforma vidas. O que traz cura a vida derrubada pelos espinhos de sua trajetória é a fé, a comunhão, a esperança.

Gosto muito do videoclipe do DVD “Nasce a Esperança”, produzido pelo Unasp e pela rede Novo Tempo. A letra fala que “um bebê veio representar a mais pura forma de amar”. Uma “esperança revestida de fragilidade”. “Deus revela sua grandeza e majestade através da inocência de uma criança”. Os pecadores tem nova vida através dEle.

Jesus também é amor. Amor incondicional. Um amor que se fez homem em nosso favor. Um amor que te espera mesmo quão longe você tenha ido. Um amor que alcança você onde quer que esteja. Não há como fugir. Nem tente entender. Um amor que transforma. Restaura. Molda o caráter. Um presente. Receba –o em sua vida e seja uma luz. Seja um presente de Deus para os outros.

Pessoas vêm e vão. Mas Jesus permanece eternamente. Como diz o artigo, ele pregava sobre aquilo que ele era. Não só oferecia água, vida, verdade, mas Ele era tudo isso. Na verdade ainda é. E sempre será. Receba este presente de Natal e compartilhe com aqueles que necessitam desse presente, dessa benção. Não necessariamente com um texto como esse. Mas simplesmente pelos seus atos de bondade e misericórdia. Trate bem os seus vizinhos, amigos, parentes, sem esperar receber nada em troca. Console a quem precisa de um pouco de alento ou simplesmente ouça o desabafo de algum deles. Jesus disse que se fizéssemos isso ás pessoas, estaríamos fazendo a Ele. E querendo ou não, isso envolve evangelho. Abreviar a volta de Jesus também é parte do significado do que o natal verdadeiramente representa.

Percebe como a essência do natal é muito mais profunda do que geralmente pensamos? O nascimento de Jesus é onde tudo começa, na prática. Mas é desse evento que todo o processo se desenrola, e é por isso que estamos aqui hoje, ganhando este presente, vivendo por Ele e compartilhando a todos que encontramos.

Um Feliz Natal na companhia daquele que nasceu, viveu, morreu, ressucitou e se levantará sobre a terra.

domingo, 21 de setembro de 2008

Filipe. Disposição para servir.

Sinceramente, a idéia inicial era criar um blog que as pessoas quisessem acessar. Um blog com alguns downloads, notícias, enfim, coisas diferentes, que chamassem a atenção, mas que eu também achasse interessante. Mas andei pensando muito e resolvi que quero refletir sobre diversos assuntos aqui. Inclusive parar de postar textos prontos de meditações diárias e criar as minhas próprias meditações, mesmo que seja com pouca freqüência. Por isso, quero fazer um breve comentário sobre a última lição da Escola Sabatina, sobre a vida de Filipe.

A lição de todo o trimestre teve como foco os grandes missionários de Deus. Heróis da Fé. Agentes da Esperança. Grandes exemplos que permaneceram através dos tempos pra nos ensinar a viver em plena comunhão com Deus mesmo em meio a tantas situações difíceis.

E no tema dessa semana, a história de Filipe, uma das coisas que mais me chamaram a atenção, foi o episódio em que o servo de Deus foi guiado pelo Espírito Santo para pregar a mensagem ao Etíope. A bíblia diz em Atos 8:26 que o anjo do Senhor disse exatamente onde Filipe tinha que ir, com detalhes. E justamente no local especificado, passaria a carruagem do Etíope. No verso 29, o Espírito ordena que Filipe se aproxime dos carros e ele o fez, mesmo sem saber o que deveria acontecer depois. O etíope estava lendo o texto de Isaías que menciona a profecia sobre o sacrifício de Jesus Cristo, mas não entendia. O relato diz que Filipe não perdeu a oportunidade de fazer um estudo bíblico com aquele homem. E no verso 36, quando passava, a beira de um riacho, o etíope comovido pelo poder da palavra explanada por Filipe, exclama: “O que impede que eu seja batizado?”. Então, eles param e descem e Filipe o batiza.

O Pr. Renato Stencel, professor do curso de Teologia do Unasp explicou que quando nós nos colocamos a disposição de servir, coisas maravilhosas acontecem, assim como foi com Filipe. Mas para isso, precisamos do poder do Espírito, pra que o objetivo seja alcançado. Mesmo sem saber aonde ir, como proceder, pois Ele vai nos guiar e ainda, vai colocar as palavras certas, no momento certo, pra que outros vejam Cristo em nós. Filipe era um homem íntegro, puro, sábio, no seu tempo. E assim como ele foi, podemos nós ser também e dissipar as trevas com a luz que nós conhecemos e que inunda a nossa vida.

“Usa-me conforme o teu querer, meu Deus.
Quero ter do Teu amor a mais clara compreensão
Dá-me a tempo e a hora o que eu deverei dizer
Vem limpar o meu coração”

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Um Missionário Itinerante – 2

"Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar." 1 Coríntios 1:17, ARC

Como colportor e professor itinerante, Domingos Costa não foi enviado para batizar, mas ajudou a fundar grupos de crentes em vários lugares do estado de Goiás. Escreveu o Pastor A. N. Allen: “Deus está continuamente ajuntando outros ao número de crentes nesse campo [...] O irmão Domingos Costa, o único a colportar em Goiás, já por três anos tem vendido nossa literatura com bom êxito. Precisamos de mais homens fiéis como este.”

A Revista Adventista, de julho de 1931, informa que, nesse ano, Domingos Costa colportou em Rio Verde, Sudoeste do Estado. E nessa ocasião ele declarou : “Em meu trabalho da colportagem tenho observado como o povo está sedento pela verdade [...] Tenho grande sentimento em não poder permanecer por mais algum tempo com estas pessoas.” Conversando com o pastor Dimas Artiaga, que é neto de Domingos Costa, ele me informou que, quando foi presidente da Associação Brasil Central, encontrou ali crentes naquelas regiões cujos ancestrais conheceram o evangelho por intermédio de seu avô.

Em 1946, o irmão Domingos Costa foi convidado pela sede da Missão para trabalhar como obreiro assalariado na cidade de Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro. Em 1948, voltou para o Riachão, GO. Num congresso realizado ali, o pregador perguntou ao público, quantos dos presentes conheceram a mensagem através de Domingos Costa. Centenas de pessoas levantaram a mão.

Conheci o irmão Domingues, e a sua esposa, irmã Guilhermina de Souza Costa, no ano de 1963, numa reunião na Fazenda Riachão. Fotografei-o em frente ao antigo templo da fazenda, onde, no último sábado de dezembro de 1931, foi organizada a primeira igreja adventista no estado de Goiás, ocasião em que ele foi eleito ancião dessa igreja pelo pastor A. N. Allen.

Domingos Costa faleceu em 1970 e está sepultado no cemitério dos pioneiros, na Fazenda Riachão. Esta é a história resumida de um missionário itinerante, quase anônimo, que não era perfeito, mas que, na sua humildade, realizou uma grande obra para Deus em Goiás. Nunca nos esqueçamos de que, antes de nós, outros prepararam o caminho para que pudéssemos passar por ele com mais facilidade; que o dia de hoje é uma projeção do dia de ontem, e que os chamados na primeira hora do dia como os chamados na hora undécima receberão o mesmo galardão.

REFLEXÃO: “Faze o trabalho de um evangelista, cumpre... o teu ministério” (2Tm 4:5).

domingo, 3 de agosto de 2008

Um Missionário Itinerante – 1

"Após si, deixa uma vereda luminosa." Jó 41:32, TB

A passagem acima e as seguintes falam do crocodilo, da sua força e poder. “Na terra, não tem ele igual, pois foi feito para nunca ter medo” (Jó 41:33). Nessas declarações, vejo uma ilustração apropriada dos pioneiros que foram preparados para não ter medo e que, por onde passaram, deixaram após si um caminho iluminado pelo evangelho que pregaram.

Assim foi com Domingos Costa, um jovem que, em 1915, saiu de Alagoinhas, Bahia, rumo ao antigo Colégio Adventista Brasileiro, onde foi batizado segundo informações de seu filho, o pastor Emerson de Souza Costa.

Estudou até o terceiro ano de Teologia, deixando o CAB para ser colportor e professor itinerante, ocasião em que chegou à fazenda do senhor Oliveira, no município de Extrema, MG, próximo da divisa com o estado de S. Paulo. Ali lecionou para as crianças da fazenda. A família toda aceitou a Cristo. Daquela fazenda, saiu para o Colégio, o rapazinho Geraldo Gomes de Oliveira, que se tornou um poderoso evangelista da Igreja Adventista, conhecido como o pastor GG.

Em 1925, Domingos Costa foi para Niquelândia, GO, depois para Uruaçu e Fazenda Riachão, onde se casou com Guilhermina, em 1931. No Riachão, GO, levou para Jesus muitas famílias tradicionais que se tornaram baluartes do evangelho na região Norte do Estado.

Entre 1937 a 1939, Domingos Costa esteve na Fazenda Palmital, no município de Jaraguá, a convite do irmão Otávio Alves da Costa, recém-batizado pelo pastor A. N. Allen. Domingos Costa lecionou para os filhos mais velhos da família Alves da Costa. Como não havia escola na região, os moradores da localidade mandavam seus filhos para estudar na escola adventista da Fazenda Palmital.

O irmão Otávio Costa, dono da fazenda, construiu um galpão que, durante a semana, servia de escola e aos sábados, de igreja. Como resultado do trabalho e do testemunho do irmão Domingos Costa, mais de uma centena de pessoas foram alcançadas para Cristo naquela região. E assim, por onde passava, ele deixava após si um caminho iluminado pela luz do evangelho. Muitos foram convertidos e grupos de crentes foram estabelecidos entre os moradores do sertão.

REFLEXÃO: “Para os que foram chamados [...] pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Co 1:24).

sábado, 2 de agosto de 2008

Conosco em Qualquer Emergência

"Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo!" Salmo 68:19

O Espírito Santo é Deus conosco, dia a dia, levando nosso fardo em muitas ocasiões. Às vezes, temos tantas coisas a fazer que chegamos a desejar que alguém nos ajude a tomar as decisões mais acertadas. Então, por que não pensar no Espírito Santo como sendo essa Pessoa? Atente para a experiência a seguir que desejo partilhar com você.

Quando eu morava em Curitiba, fui encarregado de buscar no aeroporto um dos líderes da Igreja Adventista para a América do Sul, que deveria chegar num determinado horário. Isso ocorreu num domingo.

Como havia bastante tempo, resolvi fazer uma limpeza no distribuidor do carro. Ao terminar e tentar colocar a tampa do distribuidor no lugar, que era presa por três presilhas sob pressão, quem disse que conseguia? A força dos dedos não era suficiente para fazê-las encaixar. Tentei, tentei, e nada. Eu já estava preocupado.

Quando não havia mais nada a fazer, veio-me ao pensamento: “Por que não fazer uma oração pedindo ajuda ao Espírito Santo?” Assim como estava, ao lado do carro com o capô aberto e as mãos sujas de graxa, orei mais ou menos assim: “Senhor, ajuda-me! Eu não sei mais o que fazer... Que o Teu Santo Espírito me ajude a resolver esse problema. Amém!”

Terminada a oração, uma “voz” silenciosa sussurrou no meu subconsciente: “Pegue um alicate e force a presilha para diminuir a sua curvatura e espichar o seu cumprimento, que tudo vai dar certo.” Agradeci a Deus, e fiz conforme a orientação recebida. O problema foi resolvido em poucos minutos e pude chegar em tempo ao aeroporto.

Alguém poderá dizer: “Foi coincidência.” Se foi, ela foi providenciada pelo Espírito de Deus. Disso não tenho dúvida. “Em todos os tempo e lugares, em todas as dores e aflições, quando a perspectiva se afigura sombria e cheio de perplexidade o futuro, e nos sentimos desamparados e sós, o Consolador será enviado em resposta à oração da fé. As circunstâncias podem-nos separar de todos os amigos terrestres; nenhuma, porém, nem mesmo a distância, nos pode separar do celeste Consolador. Onde quer que estejamos, aonde quer que vamos, Ele Se encontra sempre à nossa direita, para apoiar, suster, erguer e animar” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 669, 670).

REFLEXÃO: “Vocês, queridos amigos, devem [...] aprender a orar no poder e na força do Espírito Santo” (Jd 20, BV).

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O Espírito Santo nos Protege

Sei que isto me resultará em salvação [...] pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo. Filipenses 1:19, Trinitariana

A palavra Consolador origina-se do termo grego Parakletos, que pode ser interpretado como “Alguém com quem se pode contar em qualquer emergência”.
Não se trata apenas de assistência espiritual, mas de Alguém que está pronto para nos proteger até em situações de perigo. Veja a história a seguir, e tire suas conclusões.

Era uma noite de conferências evangelísticas, numa das igrejas da região metropolitana de Porto Alegre, RS. O pastor Jorge Anacleto estava ultimando os preparativos para a reunião, quando um jovem da igreja o procurou pedindo que o ajudasse a encontrar uma farmácia aberta, pois necessitava de um medicamento para uma emergência.

Ambos entraram no carro, o pastor ligou o motor, quando dois indivíduos suspeitos se colocaram ao lado do veículo. Um deles perguntou:

– Aonde o senhor vai, “tio”?

– Para o Centro – respondeu o pastor, um tanto assustado.

– Serve. – E dizendo isso, os dois foram abrindo as portas traseiras e entrando. Então, surgiu um terceiro, e esse estava armado.

O pastor fez, em segundos, uma oração mental, dizendo mais ou menos assim: “Senhor, se realmente Tu me chamaste para o ministério, salva-me desta situação; Tu podes, Senhor, eu confio, desde que isso seja para confirmar o meu chamado e o meu ministério para o resto de minha vida. Amém!”

Tudo foi muito rápido, pois, logo em seguida, ouviu como que um sussurro no seu subconsciente, que lhe dizia:

– Desligue o carro – ele desligou. E a voz continuou:

– Abra a porta – ele abriu.

– Agora saia. – Ele saiu e se colocou em pé, ao lado do carro.

O chefe daqueles bandidos, aquele que o interpelou no início, perguntou:

– O senhor não vai nos levar?

– Não – respondeu o pastor. E aí vem o desfecho. Aquele indivíduo com maneiras bruscas saiu do carro e disse para os comparsas: “Já que este infeliz não quer nos levar, vamos embora depressa.” E se foram.

No dia seguinte, o pastor reconheceu a fotografia deles estampada no jornal. Um deles havia sido morto pela polícia.

Necessitamos transformar em realidade a prática de conviver com o Espírito Santo e obedecer-Lhe no dia-a-dia. Somente assim, estaremos preparados para reconhecer Sua voz e atender às Suas orientações.

REFLEXÃO: “Guie-me o Teu bom Espírito por terreno plano [...] pois eu sou Teu servo” (Sl 143:10, 12).


quinta-feira, 31 de julho de 2008

Com o Espírito e com Fogo

"Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo." Mateus 3:11

A partir do Pentecostes, quando o prometido Consolador veio a cada genuíno crente nascido de novo, foi-lhe dada a garantia do Espírito Santo em sua vida. Ele foi, então, batizado com o Espírito Santo. Segundo o Dr. A. V. Wallenkampf, “qualquer pessoa que se tenha rendido em fé e obediência ao Senhor Jesus Cristo foi batizada no Espírito Santo”.

Quanto aos discípulos, de antes e depois do Pentecostes, o Espírito Santo Se revelou de duas maneiras: antes, Ele estava com eles; depois, Ele estaria neles, residindo dentro deles, transformando-os em templos de Deus. Portanto, o batismo do Espírito Santo é a maneira da qual Deus Se serve para transmitir Sua vida a nós, produzindo em nós energia como se fosse um fogo divino que purifica todo o nosso ser, aperfeiçoa nosso caráter e consome todas as nossas tendências pecaminosas.

A declaração bíblica é: “com o Espírito Santo e com fogo”. Essas duas expressões, “com o Espírito Santo” e “com fogo”, é a maneira que João Batista encontrou para enfatizar a mesma verdade. A segunda expressão fortalece a primeira, querendo dizer que a obra do Espírito Santo é completa tanto na sua realização como nos seus resultados.
Ser batizado com o Espírito Santo é o mesmo que ser batizado com fogo divino. “O Espírito Santo consumirá o pecado em todos quantos se submeterem a Seu poder [...] Quando alguém é batizado por Jesus com o Espírito Santo e com fogo, é então revelado tão grande acervo de orgulho, egoísmo, suspeita, amor a posição, irritabilidade e evidente ignomínia que ele fica espantado” (E. Froom, A Vinda do Consolador, p. 267, 268). São essas coisas e muitas outras mais que esse “fogo” espiritual deve consumir.

O fogo do Espírito Santo separa o bom do ruim, como o ouro e a escória são separados no cadinho da fundição. O fogo do Espírito Santo amolece o duro coração e abranda a nossa natureza má e pervertida. O fogo do Espírito Santo gera poder para vencer as tentações.

Só é batismo do Espírito Santo quando sacramentado com fogo divino. E o fogo é santo quando purifica, santifica e produz arrependimento. Se isso não acontece é fogo falso “aceso pelo diabo”.

Oremos: Senhor, meu Deus e Pai, queima o pecado que ainda existe dentro de mim. Envia do Teu altar uma brasa chamejante para purificar meus lábios e meu coração e minha igreja. Amém!

REFLEXÃO: “Ora, já me aquentei, já vi o fogo” (Is 44:16, ARC).


terça-feira, 29 de julho de 2008

O Dia do Pentecostes

"Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados." Atos 2:1, 2

O Pentecostes era uma festa muito importante para a nação judaica, pois, essa ocasião atraía a Jerusalém judeus devotos de “todas as nações debaixo do céu”. Esse era um momento bastante oportuno e apropriado para a vinda do Consolador.

Os discípulos estavam numa reunião de oração quando tudo aconteceu. Durante aqueles dias de espera e de oração abraçaram-se fraternalmente e perdoaram-se. A cada dia, perguntavam entre si: será hoje? Que tempo solene foi aquele!

Finalmente, raiou o décimo dia, quando, de repente, o silêncio foi quebrado. Será?... Suspense na sala! Eram as primeiras horas da manhã, quando ouviram um som como o rugido de uma tempestade prestes a desabar. “Não vinha do norte, sul, leste ou oeste, mas do Céu, como se fora um furacão.”

Certa ocasião, eu estava na cidade de Heidelberg, Alemanha, ainda na época da chamada “Guerra Fria”. Naquela cidade havia uma base militar da OTAN, e eram freqüentes os treinamentos militares com aviões supersônicos. Numa manhã, estava eu observando esses aviões voando sobre a cidade quando um deles aumentou a velocidade e, em poucos segundos, ultrapassou a barreira do som provocando um estrondo ensurdecedor. Creio que aquele som que os discípulos ouviram, e todo o povo também, devia ser algo parecido com esse estrondo.

A multidão correu para o lugar de onde parecia ter vindo aquele som misterioso; e ali, atônitos, ouviram os discípulos falando em seus próprios idiomas. Línguas como que de fogo fixaram-se sobre cada discípulo e podiam ser vistas pelas pessoas. “Raiara um novo dia para a humanidade [...] e uma nova era no relacionamento entre Deus e o homem” (E. Froom, A Vinda do Consolador, p. 112).

A descida do Espírito Santo revelou para o mundo e o Universo que havia, daquele momento em diante, uma nova harmonia íntima entre o Céu e a Terra e que passamos a viver sob a dispensação do Espírito Santo. No Pentecostes, o Espírito Santo veio para ficar, inaugurando uma nova fase da Sua obra de regeneração. E Ele ficará conosco até a segunda vinda de Cristo. Já não mais temos que esperar pela vinda do Espírito. Ele já está entre nós! Estará, porém, em nós?

REFLEXÃO: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador [...] vós O conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14:16, 17).

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O Espírito Santo Comunica-Se com as Pessoas

"Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que Lhe obedecem." Atos 5:32

Nos dias da igreja primitiva, o Espírito Santo era tão familiar aos discípulos que temos a impressão de que apesar da Sua invisibilidade Ele era quase que visível para eles. Atentem para alguns exemplos:

– A experiência de Filipe (At 8:29): “Então disse o Espírito a Filipe: aproxima-te desse carro, e acompanha-o.” Não posso dizer como foi que o Espírito falou a Filipe, se foi de maneira audível, se foi através do seu subconsciente, se foi por constrangimento ou por qualquer outro método de comunicação. Só sei que Filipe recebeu uma ordem que sabia ser de origem divina e a obedeceu: aproximou-se da carruagem e cumpriu a missão que o Espírito lhe dera.

– A experiência de Pedro (At 10:19, 20): “Enquanto (Pedro) meditava acerca da visão, disse-lhe o Espírito: estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque Eu os enviei.” E o que fez Pedro? Notem: “E, descendo Pedro para junto dos homens, disse: aqui me tendes; sou eu a quem buscais? A que viestes?” (v. 21).Pedro entendeu as palavras do Espírito Santo, tanto assim que imediatamente foi ter com aqueles visitantes.

– A experiência de Paulo e Silas (At 16:6-10): “E percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a Palavra na Ásia [...] tentavam ir para a Bitínia, mas o Espírito de Jesus não permitiu.” O Espírito Santo agiu como o divino administrador da igreja, impedindo que eles evangelizassem esses lugares, nessas ocasiões, pois naquele momento, a urgência maior e mais necessária era a Macedônia (v. 9). Agora, é impossível saber como foi que Paulo e Silas receberam a comunicação do Espírito Santo para não fazer isto e fazer aquilo. Mas eles receberam a comunicação, entenderam-na e a executaram como o Espírito determinou. Tudo isso mostra como o Espírito Santo era bem familiar aos apóstolos. “Paulo conhecia o pensamento do Espírito de Deus” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 200).

Temos que permitir que nosso relacionamento com a maravilhosa Pessoa do Espírito Santo seja bastante íntimo e familiar, assim como sucedia com os apóstolos. Ele deseja ser nosso amigo e companheiro de todos os momentos. Precisamos conhecer Sua voz.

REFLEXÃO: “O Consolador, o Espírito Santo [...] vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14:26).




domingo, 27 de julho de 2008

O Espírito Santo Identifica-Se com as Pessoas

"Eu pedirei ao Pai e Ele dará a vocês outro Consolador, que nunca deixará vocês. É o Espírito Santo, o Espírito que conduz a toda a verdade." João 14:16, 17, BV

O Espírito Santo Se preocupa com nosso estado espiritual e com nosso relacionamento com Deus, mas também está atento às coisas que são de importância prática para nós, como a saúde, o trabalho, a sobrevivência, a segurança e a nossa proteção. Ele, que é Deus na Terra, quer participar da solução dos nossos problemas e satisfazer as nossas necessidades diárias.

Não vai aqui nenhuma pretensão de definir o Espírito Santo. Não podemos entender Deus e Sua natureza. Apenas podemos sentir Seu amor por nós e conhecer aquilo que Ele mesmo quis nos revelar em Sua Palavra. E isso é o bastante.

Jesus havia prometido “outro Consolador” que assumiria Seu lugar na administração da igreja nascente logo após Sua ascensão. Finalmente, chegou o Dia do Pentecostes e o Espírito Santo inaugurou uma nova era na história da igreja. “O Pentecostes foi o dia de emposse do Espírito Santo como divino administrador da Igreja [...] E toda a administração da Igreja está entregue a Ele até que Cristo volte na glória do segundo advento” (E. Froom, A Vinda do Consolador, p. 90). O Pentecostes foi a vinda do Espírito Santo para residir na Terra, habitando nos crentes, cujos corpos se tornaram santuário de Deus. Sem exaltar-Se, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade está no mundo, hoje, para revelar o amor do Pai e a eficácia da obra redentora do Filho, colocando-a ao alcance de todas as pessoas que aceitarem Seu sacrifício expiatório.

O Espírito Santo quer falar a nós. Precisamos familiarizar-nos com Ele para conhecermos a Sua voz. E essa familiaridade só poderá acontecer mediante a oração, o estudo da Bíblia, a meditação e a reconsagração diária.

Diz Ellen White: “E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nossos corações e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão, seguindo nossos próprios impulsos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 668).

Realmente, nada irá nos convencer mais do terno amor de Deus e de Seu interesse por nós, até mesmo de detalhes de nossa vida, do que esse andar diário no Espírito.

REFLEXÃO: “Ele vos dará outro Consolador” e “vós O conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14:16, 17).




sábado, 26 de julho de 2008

O Espírito Santo Faz Parte da Trindade

"O Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do Céu: Tu és o Meu Filho amado, em Ti Me comprazo." Lucas 3:22

O versículo acima descreve a cerimônia solene do batismo e unção de Jesus. Nessa ocasião, vemos de maneira inequívoca a presença triúna da Divindade: Deus Espírito Santo descendo em forma corpórea, como uma pomba; Deus Filho, dentro da água; e Deus Pai falando dos altos Céus. Ali estavam: O Espírito Santo que ungiu; o Filho que foi ungido; e o Pai que, lá do Alto, deu Sua aprovação àquela cerimônia e ao ministério da redenção que Seu Filho daria início logo após a unção.

Se pudéssemos resumir o significado de todas as declarações bíblicas sobre a Divindade, eu diria: A Divindade única é uma trindade, coexistindo nela três Pessoas idênticas desde a eternidade e coeternas. Um mistério, não é verdade? E por ser um mistério espiritual, nossa mente finita não tem condição de a assimilar e muito menos de a explicar, pois, está além do finito. O que a Bíblia revela sobre o assunto já é o suficiente para a nossa satisfação espiritual.

De acordo com Ellen White, há “três Pessoas viventes” no trio celestial: “O Pai é toda a plenitude da Divindade corporalmente, e invisível aos olhos mortais. O Filho é toda a plenitude da Divindade manifestada. [...] O Consolador, que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da graça divina a todos quantos recebem e crêem em Cristo como um Salvador pessoal” (Evangelismo, p. 614, 615).

Parte de uma das crenças fundamentais de nossa Igreja diz assim: “Há um só Deus: Pai, Filho, e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas” (Nisto Cremos, p. 16). Isso quer dizer que essas três Pessoas existem juntas desde a eternidade.

Resumindo, geralmente se atribui ao Pai a obra da criação; ao Filho, a da redenção; e ao Espírito Santo, a da santificação. Em outras palavras: o Pai elege, o Filho redime, e o Espírito Santo regenera. Isso, porém, não exclui as outras duas Pessoas da função de participar de todo o processo da salvação, vendo-se em todas as etapas a presença da Divindade.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia crê em um Deus triúno, isto é, um Deus que Se manifesta em três Pessoas distintas que atuam em perfeito entrosamento e harmonia entre Si.

REFLEXÃO: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co 13:13).

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O Espírito Santo

"Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo, e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus." Atos 4:31

Eu estava num hotel na cidade de Itapema, Santa Catarina, participando de um Seminário Maranata com pastores e líderes de igrejas. À noite, no meu quarto, liguei a televisão exatamente no momento em que estava indo ao ar um conhecido programa pentecostal. O orador, com voz pungente, incitava seus ouvintes a dar glórias, aleluias e muitas graças a Deus pelas maravilhas operadas entre o povo pelo Espírito Santo. “Ele está em nosso meio”, dizia. “Eu O invoco para que Ele Se manifeste... Glória ao Espírito de Deus!” E o povo respondia: “Amem! Amém!”

Eles, ao seu jeito, falam muito sobre o Espírito Santo, enquanto outros crentes vão a outro extremo, falam pouco. Temos de convir que há, entre nós, certo preconceito ao falar sobre a pessoa do Espírito Santo e Sua obra, pois logo O relacionamos com as chamadas “línguas estranhas” e com aquele barulho peculiar das igrejas carismáticas. Então, nos encolhemos, a igreja é privada de tão grande bênção e o inimigo ganha terreno.

Este é o objetivo dele: colocar-nos longe da presença do Espírito Santo. Com tudo isso, o Espírito de Deus Se entristece, pois a Sua augusta e divina imagem está sendo desvirtuada. Que acha de, durante alguns dias, nas próximas meditações diárias, com toda a humildade, procurarmos conhecer um pouco mais sobre a Terceira Pessoa da Trindade – Deus, Espírito Santo?

Diz Ellen White: “A promessa do Espírito Santo é assunto em que pouco se pensa; e o resultado é o que é de esperar – aridez, trevas, decadência e morte espirituais. Assuntos de menor importância ocupam a atenção, e o poder divino que é necessário ao desenvolvimento e prosperidade da igreja e que traria após si todas as outras bênçãos, esse falta, conquanto oferecido em sua infinita plenitude” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 211, 212).

Temos necessidade de conhecer melhor a atuação do Espírito Santo, não apenas do ponto de vista teológico ou doutrinário, mas especialmente do ponto de vista experimental, como por exemplo: o que significa Ele para a nossa vida? Como podemos privar da Sua companhia e amizade cada dia? Esse assunto tão importante e vital para a salvação deve ser estudado com muita devoção à luz da Palavra de Deus.

REFLEXÃO: “E lhes concedeste o Teu bom Espírito, para os ensinar” (Ne 9:20).

Fonte: CPB


quinta-feira, 24 de julho de 2008

A Espera

"Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus." Tito 2:13

A espera caracteriza nossa existência sobre a Terra. Enquanto vivermos estaremos sempre à espera e a caminho. O verso devocional diz: “Aguardando a bendita esperança”. Enquanto Deus é Aquele que vem nas nuvens para nos buscar, nós somos os que vamos ao Seu encontro nos ares para estar sempre com o Senhor.

Alguns perguntam: “Onde está a promessa da Sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe 3:4). Até mesmo alguns cristãos estão pondo em dúvida o sentido e a realidade dessa expectativa.

É bastante comum ouvir entre muitos crentes certas frases-chavão, como: “Aguardamos aquele maravilhoso dia!”, “Estamos fartos deste mundo!”, “Quando aquele dia chegar, estejamos preparados!”, “Já antevemos aquele dia que todos aguardamos ansiosos!”, etc. Mas, será que estamos conscientes do que elas significam? Ou apenas as proferimos por hábito? Não desconheço que muitos são sinceros ao proferi-las, mas, infelizmente, não posso dizer o mesmo a respeito de todos porque a vida de muitos não condiz com o que elas significam.

A segunda carta de Pedro, no capítulo 3, nos esclarece o motivo dessa aparente demora que tem desanimado até mesmo alguns membros da igreja. Primeiro, mostra que o conceito de Deus para tempo é bem diferente do nosso (v. 8) e, segundo, apresenta essa demora como um dos muitos gestos magnânimos de Deus, que concede mais tempo de preparação para aqueles que ainda não se conscientizaram da urgência do tempo. É que Ele não quer que ninguém se perca, mas que todos se arrependam (v. 9).

Por outro lado, a proximidade da segunda vinda de Cristo sem a justa e devida preparação, corre o risco de não ser percebida (v. 10, 11). Corremos ainda um outro perigo, o de cairmos num ritualismo rico em formalidades, mas vago em sua essência. Deus não Se encontra onde há indiferença e apatia espiritual, por mais que Ele seja invocado.

Se realmente cremos que Jesus está para vir, as coisas não podem continuar como estão. Ele só poderá vir se Lhe abrirmos espaço em nosso coração e em nossa vida.

REFLEXÃO: “Por essa razão [...] empenhai-vos por serdes achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (2Pe 3:14).


Fonte: CPB